O que falta para o mobile commerce decolar no Brasil?

Neste ano o IRCE 2014 – Internet Retailer Conference & Exhibition, maior evento de e-commerce do mundo, celebrou 10 anos e trouxe como um dos temas recorrentes o mobile commerce. Foram apresentadas porcentagens que indicam que as vendas norte-americanas concluídas via mobile conseguiram ultrapassar a marca de mais de 50% do total das vendas realizadas.

E no Brasil?

Apesar de todo o crescimento dos negócios virtuais nos anos recentes, do aumento exponencial com relação de 2012 a 2013 e da tecnologia disponível para nossos consumidores acompanharem as inovações, ainda existe um abismo de diferença entre os índices nacionais e os apresentados no evento que aconteceu em Chicago (EUA), nos dias 10 a 13 de junho.

Atualmente, segundo o E-bit, a média de compras feitas por mobile (ou também chamadas de M-commerce) representam hoje 4,8% do total movimentado no e-commerce no Brasil e, mesmo com promoções especiais e exclusivas para clientes mobile, as empresas ainda sentem uma resistência do consumidor em relação à segurança do pagamento online.

Muitos consumidores optam por procurar e pesquisar via mobile, mas aguardam para concretizar o negócio por outro canal. Isto já demonstra uma pré-disposição do consumidor e uma necessidade do varejista em se atentar a este canal que só tende a crescer: atualmente, são mais de 260 milhões de linhas nas mãos dos brasileiros. São ações de incentivo como estas, que talvez adaptem o consumidor a aceitar uma mudança de comportamento e adotar o canal como principal meio de compra.

Enquanto isto não acontece, fica em evidência a necessidade da existência desse canal para o cliente, mesmo que atualmente com função de vitrine para o consumidor pesquisar e depois voltar mais tarde (e sempre).

Fernando Mansano, Diretor de Alianças Estratégicas da JET e-Commerce, esteve presente no evento e acredita na rápida migração do consumidor para o mobile. “Mobile não é mais tendência e sim uma realidade. Hoje os números são favoráveis a este canal e a maioria da população conectada acessa a internet, pesquisa e até compra com apenas um toque. Isso implica em ter um site responsivo ou um mobile commerce”.