Full E-commerce como modelo de negócios

Ainda dá tempo para surfar nessa onda. 

O canal de vendas online já ultrapassou mais de 22 bilhões em vendas, trazendo no último ano 10 milhões de novos consumidores e um crescimento acima de 20% referente aos anos anteriores. Pensando como empresa, este canal tem um potencial enorme com possibilidades de novos ganhos, aumento de share e potencialização do relacionamento com clientes.

Neste cenário encontramos grandes empresas, indústrias em diversos segmentos que em sua história não haviam planejado colocar seus produtos para venda direta, começam a ter um olhar diferenciado para o canal online e buscar especialistas para planejar, implantar e até mesmo operar todo seu e-commerce. Como isso é aplicado? Quem são os especialistas?  Qual o melhor momento para entrar nestas vendas diretas? Estas são dúvidas frequentes nos gestores de médias e grandes empresas, por exemplo, uma indústria com toda sua estrutura estuda o mercado, identifica a oportunidade de abertura deste novo canal de vendas, mas paralelamente surgem questionamentos importantes que podem travar o seguimento do projeto:

Como não distorcer o relacionamento com meus distribuidores? Como implantar know-how interno para logística fracionada, atendimento ao consumidor, pós venda, marketing digital orientado ao B2C?

Com a atuação dedicada a operações de e-commerce surgem as empresas especialistas na gestão do canal de vendas online, tratando o assunto como full e-commerce. As especialistas em full e-commerce surgiram para atender as necessidades destas empresas, resolvendo conflitos e vencendo barreiras internas para viabilizar sua entrada e/ou otimização das vendas e participação do e-commerce.

Seu plano de ação vai desde o estudo e projeções de negócios até a operação financeira de compra e venda de produtos, com profissionais orientados a estratégia, gestão e operação do dia a dia das lojas virtuais, passando por marketing digital, logística, transporte, financeiro, fiscal, SAC e pós venda. O mais interessante do modelo de full e-commerce é que as empresas trabalham em conjunto, a inteligência não fica centralizada e sim compartilhada entre as partes, veja: a estratégia de mix de produtos é da contratante, mas a prestadora de full e-commerce pode auxiliar na definição mais adequada ao público e-consumidor nas formas de pagamento, frete, e prazos.

O e-commerce no Brasil esta passando por uma fase de alta tangibilidade, ou seja, consumidores cada vez mais alinhados com a ligação entre o físico e virtual (multicanal), compras por dispositivos mobile cada vez mais presente (hoje possui 2,5% do faturamento online) e a presença do market place.

Trata-se de um momento com forte impulso comercial, possibilitando movimentações em praticamente toda cadeia do mercado. Da mesma forma que o e-B2C se estabeleceu, enxerga-se um cenário otimista para o e-B2B, envolvendo a operação entre empresas, estabelecendo novos procedimentos e cada vez mais ganhando mercado.

Sua empresa se encaixa neste contexto? Ainda dá tempo para surfar nessa onda.

Por Daniel Ribas, Líder de Projetos – JET Retail Services

Fonte: Revista Wide