E-commerce não é TI

Entenda a relação, a diferença e os erros mais comuns cometidos pelos empresários ao acharem que um comércio eletrônico pode se restringir a gestão do T.I

São muitos os fatores que influenciam para determinar que um comércio eletrônico seja bem sucedido ou não. Há um consenso comum que leva a um erro fatal e que precisa ser esclarecido, o e-commerce não é apenas a viabilização de um site, é preciso investir em toda a sua estrutura como em qualquer loja tradicional e é justamente esse planejamento e investimento que aumenta potencialmente as chances de uma loja na internet ser um sucesso. Dentro deste planejamento é fundamental definir as funções e responsabilidades do T.I., comercial, marketing, enfim, de cada área para que não haja problemas e desgastes futuros desnecessários.

A Tecnologia da Informação, ou T.I. como o termo se popularizou, é de difícil definição por se tratar de um conjunto de atividades e soluções providas por recursos de computação. As aplicações para T.I. são muitas e estão ligadas às mais diversas áreas. Quando falamos em tecnologia, imediatamente nos vem à mente toda forma de equipamento eletrônico que está disponível no mercado. É importante ressaltar que tecnologia é um conceito que não pode ser reduzido a aparelhos cheios de botões que compramos em lojas especializadas. Tecnologia deve nos remeter as inovações criadas para resolvermos problemas que enfrentamos diariamente. A informação é um patrimônio, é algo que possui valor. Quando digital, não se trata apenas de um monte de bytes aglomerados, mas sim de um conjunto de dados classificados e organizados de forma que uma pessoa, uma instituição de ensino, uma empresa ou qualquer outra entidade possa utilizar em prol de algum objetivo.

Neste sentido, a informação é tão importante que pode inclusive determinar a sobrevivência ou a descontinuidade das atividades de um negócio, por exemplo. Quando um empresário se dispõe a abrir uma loja virtual tem que estar ciente de que de fato o T.I. contribui e muito com a criação de toda a estrutura, manutenção e funcionamento da loja. No entanto não é função do T.I. criar um layout adequado para apresentação da loja, muito menos colocar em prática estratégias de marketing, logísticas e vendas. O T.I. nunca deve ser responsável pela gestão do negócio, independente da área de atuação da empresa.

Este tem sido o erro mais comum dos empresários. A questão é que não existe “fórmula mágica” para determinar como utilizar da melhor maneira as informações. Tudo depende da cultura, do mercado, do segmento e de outros fatores relacionados ao negócio ou à atividade. As escolhas precisam ser bem feitas, do contrário, gastos desnecessários ou, ainda, perda de desempenho e competitividade podem ser a consequência. Por isso a escolha do que deve ou não estar no site, como essas informações ou produtos são apresentados, o que e quando ofertar aos clientes, a rotina de atualização, entre outras funções, não devem ser responsabilidades do T.I. que deve se ater a dar sustentabilidade a plataforma e resumidamente dar condições para que tudo funcione dentro do esperado. Esta separação e definição são sem dúvida o primeiro passo que deve ser tomado pelos empresários que sabem aonde desejam chegar e buscam realizar a gestão de sua loja de forma profissional e adequada.