E-commerce impulsiona empregos

Otimizar o tempo, fugir das filas, do trânsito e de shoppings lotados. A comodidade e facilidade oferecidas pelo comércio na Internet faz este segmento crescer a cada dia. De acordo com o último levantamento realizado pela empresa de monitoramento de comércio eletrônico E-bit, em 2011, o Brasil completou 31,9 milhões de consumidores na rede.

A adesão da classe C à Internet, somada a fatores como segurança online, crescimento do social commerce (feito por meio das redes sociais) e a venda de cupons de compras coletivas, reforça o e-commerce como protagonista da economia brasileira. Segundo pesquisa encomendada pela empresa de cartões de crédito Visa à América Economia Intelligence, o valor de faturamento do setor chegou a US$ 25 bilhões no ano passado. Isto fez com que o Brasil fosse o primeiro país da América Latina a atingir 1% do seu PIB apenas com vendas eletrônicas.

Esta grande expansão do setor alavanca a criação de oportunidades de emprego nas mais diversas áreas competentes ao e-commerce. “As vendas online, acima de tudo, caracterizam-se como varejo. As áreas que mais contratam no segmento, invariavelmente são: comércio, logística, atendimento ao cliente e tecnologia”, aponta Marco Jr., especialista em E-Commerce e Markeging Digital.  De acordo com ele, ainda existem muitos aventureiros e amadores no ramo, mas também há gente muito séria e que está neste mercado há anos.

O micro e pequeno empresário impulsionam os postos de trabalho no e-commerce. Este perfil de empreendedor gera, hoje, mais vagas do que as grandes empresas. O número de companhias novas cresce a cada dia por conta da facilidade de acesso às novas tecnologias e maior familiaridade da população com a Internet. “Estamos à frente de muitos mercados, mas ainda há espaço para muito amadurecimento. A popularização da banda larga e o fácil acesso a hardware está abrindo novas possibilidades ainda inexploradas. Em paralelo, empreendedores criam, todos os dias, modelos de negócio inovadores. Se considerarmos ‘mercado maduro’ como um mercado já consolidado, que permite que empresas prosperem, acho que a definição está correta. Apesar disso, há ainda muito espaço para ideias inovadoras que, do dia para a noite, podem virar todo o jogo”, opina Romero Rodrigues, CEO do site Buscapé.

Hoje, existem inúmeros cursos de especialização voltados aos profissionais que queiram entrar de cabeça no comércio eletrônico. Do Marketing Digital à Tecnologia da Informação, diversas instituições de ensino já enxergaram esta nova demanda e oferecem cursos com a grade curricular voltada totalmente a competências de plataforma de vendas online. “No ano de 2000, por exemplo, não existia praticamente nada neste sentido, principalmente em língua portuguesa. Hoje, existem diversos livros e estudos voltados ao comércio eletrônico”, conta Gustavo Zobaran, gestor estratégico em e-business.

 

O “boom” das compras coletivas

O número de empresas criadas para atuar nesta faixa de mercado foi algo nunca visto no comércio eletrônico brasileiro. Porém, o despreparo dos atuantes fez com que muitos sites fechassem em pouquíssimo tempo e as grandes empresas, com boas estruturas, se tornaram as remanescentes.

Apesar de inúmeros sites desta natureza serem criados nos últimos anos, este segmento não gera muitos empregos. Usualmente, a estrutura destes negócios é reduzida. “Vemos empresas como o Peixe Urbano se destacando, pois são extremamente profissionais. Na Internet, se o negócio for ruim, não sobrevive. Investir em pessoal qualificado é essencial”, completa Zobaran.

Escrito por: Caio Lauer
Fonte: E-commerce impulsiona empregos | Portal Carreira & Sucesso