PME e case ecommerce classe c

Quando decidiu criar a ViajaNet ao lado do sócio Alex Todres, em novembro de 2009, Bob Rossato não imaginava que, em apenas dois anos, a empresa de viagens on-line estaria faturando R$ 200 milhões — um crescimento de 260% em relação a 2010, quando o resultado foi de R$ 55 milhões. Para o empresário de 35 anos, a razão do sucesso é simples: “Criamos um modelo de negócios escalável, com foco nas classes C e D”.

 

VIAJANET
O QUE É: site de vendas de passagens aéreas e pacotes de viagens voltado para a classe C
ESTRUTURA: dois escritórios em São Paulo (SP) e um no México, totalizando 220 funcionários
FATURAMENTO EM 2011: R$ 200 milhões

 

Roteiro – “Eu e o Alex Todres, meu sócio, nos conhecemos em 2007, quando trabalhamos juntos em uma agência de viagens virtual. Dois anos depois, recebemos um convite do fundo americano Travel Investment Techno¬logy. Eles queriam investir em um site de viagens no Brasil e procuravam alguém com experiência nesse mercado. Decidimos então criar uma start¬up com foco nas classes C e D e fechamos acordo com o fundo. Desde o começo, a meta era um modelo sob medida para esse público, que ainda estava se familiarizando com a internet e não tinha intimidade com o universo do turismo.”

Primeira viagem – “O site entrou no ar em novembro de 2009. Em cinco meses de atua¬ção, já tínhamos mais de 50 mil usuários cadastrados. Projetamos um faturamento de R$ 12 milhões em 2010 — e chegamos a R$ 55 milhões. Acho que isso aconteceu porque direcionamos nossos esforços para atender um tipo de cliente específico. Tudo foi pensado para o público que está viajando pela primeira vez. Usando a Amazon e o eBay como referência, investimos na usabilidade do site. Também demos preferência a produtos promocionais e criamos facilidades de pagamento. Esse público está acostumado a comprar fogão e geladeira em 10, 15 vezes. Por que seria diferente com passagens aéreas?”

Escala – “Queríamos crescer muito, e em pouco tempo. Para isso, precisaríamos de investidores. Em novembro de 2010, recebemos um aporte do fundo espanhol IG Expansion. Usamos o dinheiro para incrementar o marketing e aumentar a base de usuários. Em maio de 2011, atraímos uma injeção de US$ 19 milhões dos fundos americanos General Catalys e Redpoint Ventures. Com esse apoio, alcançamos um faturamento de R$ 200 milhões em 2011. O objetivo, agora, é partir para o mercado internacional. Já abrimos um escritório no México e estamos planejando expandir a operação para Argentina, Colômbia e Venezuela.”

Por Marisa Adán Gil
Fonte: PEGN (Pequenas Empresas & Grande Negócios)