2 bonecos segurando envelopes

Mesmo com a infinidade de ferramentas de marketing para o relacionamento com o cliente que surgem periodicamente, o uso do e-mail marketing segue forte (e eficiente) no mercado – apenas quando bem empregado pelas empresas, é claro. Fora as diversas técnicas constantemente debatidas para a profissionalização da mensagem eletrônica, como manter a relevância, a personalização do conteúdo pode trazer muitos resultados positivos.

De acordo com um estudo da Santa Clara University, as chances de conversão do e-mail marketing são três vezes maiores entre os consumidores que recebem promoções que julgam selecionadas e exclusivas. A auto-estima seria a grande responsável por esse comportamento, ainda segundo a pesquisa.

Umas das maneiras mais simples e que ainda funcionam é tratar o consumidor pelo nome próprio. Esse é o primeiro passo para convencê-lo de que a empresa se dedicou para entregar um conteúdo único. O nome pode vir no assunto da mensagem e também no início da conversa ou ainda ser incluso no corpo da mensagem.

Logo em seguida, vem o mapeamento dos hábitos de consumo, para enviar ofertas compatíveis com as suas preferências, o que pode ser feito com a ajuda da ferramenta de inteligência e-behavior, explica Marcelo F. Silva, gerente de marketing da JET Tecnologia em Comércio Eletrônico. As duas medidas são complementares, porque o cliente precisar sentir, psicologicamente, que a mensagem foi realmente dirigida a ele. A troca isolada do nome soa artificial.

 

Segmentação

No mercado brasileiro de e-commerce, o e-mail marketing é amplamente utilizado, mas não com a devida qualidade. Rodrigo Almeida, diretor comercial da Dinamize, afirmou em entrevista ao Blog da JET que o correio eletrônico gera aproximadamente 20% do total das vendas virtuais. O número pode, e deve, ser ainda melhor se a segmentação for aplicada com coerência. “Apesar de termos tido um grande avanço ao longo dos anos, em geral, todas [empresas] pecam em algum aspecto da construção da mensagem e (quase sempre) na gestão da base, trabalhando com pouca ou nenhuma segmentação e sem analisar o engajamento da audiência.”